quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Prêmio Hangar de Música: consagrando o Far From Alaska e destacando o Plutão Já Foi Planeta...

(Far From Alaska - Foto: Instagram)

(Plutão Já Foi Planeta - Foto: Facebook)



            O Prêmio Hangar de Música acontece desde 1999 e nesse ano, mais uma vez, reuniu e consagrou os maiores talentos da música potiguar. Entre os premiados, destacam-se a cantora Khrystal e o Far From Alaska.
            Khrystal levou os prêmios de intérprete, artista e show do ano. Ainda tivemos o DuSouto como banda do ano, o Festival Dosol como projeto musical do ano (Parabéns para Foca e Aninha). Mas, para mim, os grandes destaques da noite e que já estavam entre as pautas a serem discutidas no Pirulito Não é Complexo, foram: Far From Alaska e Plutão Já Foi Planeta.
            A banda de rock que vem conquistando o Brasil foi a grande vencedora nas categorias de melhor disco e melhor música (modeHuman e Politikis, respectivamente). Isso só confirmar ainda mais porque eles foram a banda potiguar escolhida para encabeçarem junto de grandes nomes nacionais e internacionais o lineup do Lollapalooza Brasil, que acontecerá em março de 2015. Porém, se há uma banda que não precisa e nem deve se intimidar por artistas nacionais e internacionais, é o FFA. Assim como eles fizeram ano passado ao subirem no palco do Planeta Terra e conquistarem a Shirley Manson, vocalista do Garbage (que até hoje é só elogios para a banda), eles sem dúvidas também irão levar o público do Lolla a loucura! Emmily é, atualmente, uma das grandes vozes femininas do rock nacional (e olhem que a Pitty concorda comigo) e, sinceramente, 2015 só trará coisas boas para a banda. Eu já consigo imaginar Rock In Rio e, como o Brasil será pequeno, turnês pelo mundo.
            Agora vamos falar sobre o Plutão Já Foi Planeta... A banda, ao contrário do planeta que lhe nomeia, não é pequenina. Muito pelo contrário! E o prêmio de revelação do ano só dá mais certeza a essa afirmação. A banda de indie é composta pela linda Natália Noronha, Sapulha Campos, Gustavo Arruda, Vitória de Santi e Raphael Andrade. Com o recém-lançado “Daqui Pra Lá”, que infelizmente só tem sete músicas, vem arrastando uma grande quantidade de fãs nos shows em Natal e ganhando mais fãs pelo resto do país. Os shows marcados em Recife e João Pessoa são apenas o começo para eles que abriram o sábado de Festival Dosol 2014, e fizeram uma galera chegar a Ribeira às 16h! O destaque recebido pela banda em outras páginas como, por exemplo, a Brasileiríssimos, também contribui para as mais de 2.000 curtidas na fanpage da banda no Facebook.

            Para quem, por só deus sabe o quê, ainda não conhece o Far From Alaska e o Plutão Já Foi Planeta, seguem links abaixo para vocês entenderem bem do que eu estou falando e se apaixonarem por ambas.



Far From Alaska - Politikis ( https://www.youtube.com/watch?v=IC28G0kvp0k )
Plutão Já Foi Planeta - Você Não é Mais Planeta ( https://www.youtube.com/watch?v=splNomtgofM

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Festival Dosol 2014: deixando Mossoró ainda mais quente e reafirmando a posição do Talma&Gadelha na atual cena musical...



            No último sábado (15/11) aconteceu no Clube Carcará mais uma edição do Festival Dosol na cidade de Mossoró. A produção do evento veio para o deserto mossoroense com um lineup que contava com 14 bandas. Eu, infelizmente, só cheguei ao evento no meio do show do Inquisidores (perdi Jack78, Depois de Velho e Cabrones), mas de cara já pude sentir a energia que emanava do lugar. Porém, ao encontrar com amigos, recebo a notícia de que o Red Boots não iria mais tocar devido a um problema de voz do Luan, vocalista da banda, e que foi confirmado quando em seguida uma das bandas mais queridas do público subiu ao palco: Mad Grinder. Rafaum, Thassio e Andola não decepcionaram. Fizeram um ótimo show e depois deram lugar para o Samavayo. A banda que veio da Alemanha conquistou os roqueiros potiguares na etapa Natal do festival e aqui não podia ser diferente. Em seguida veio o Monster Coyote que simplesmente colocou geral para bater cabeça! Como já disse, não sou fã de metal, mas se há uma banda que sabe o que está fazendo, são eles! O Camarones Orquesta Guitarrística, como era esperado, colocou todo mundo pra dançar. E provou, mais uma vez, que não é preciso cantar para encantar. Os dinossauros do deserto, ou The Velociraptors, também levaram o público a loucura, conquistando até mesmo aquele que os ouvia pela primeira vez. Tivemos ainda o Bones In Traction, Artur Soares (que apesar de um show curto, fez o serviço bem feito) e o Kataphero. Mas a grande banda da noite, a que ficou encarregada de encerrar o Festival Dosol 2014 em Mossoró e que fez todo mundo agradecer por ter esperado até o final foi o Talma&Gadelha. Luiz, Simona, Henrique, Khalil e Adriano, em nenhum momento se abateram pelo cansaço que os consumia, já que estavam de pé desde cedo, e com um repertório composto de músicas do último disco e o último single lançado, levaram o público a loucura e reafirmaram a sua posição de prestígio e poder na cena musical potiguar, nordestina e brasileira. Exatamente por isso que no post inicial do “Pirulito Não é Complexo” eu trago pra vocês uma pequena conversa que tive com o Luiz Gadelha, baixista e vocalista da banda, onde falamos sobre Mossoró, Festival Dosol, beijaço e terceiro disco... Enjoy!

PNéC: O Talma&Gadelha tocou em Mossoró em agosto e estiveram de volta esse final de semana no Festival Dosol 2014. Dois shows em um ano, em um curto espaço de tempo entre ambos. Mas cada show é um momento, uma sensação diferente, principalmente pelo fato de que a última vez da banda na cidade antes desses shows havia sido há dois anos atrás, antes do lançamento do “Maiô”. Então, pra vocês, como foi estar de volta?

T&G: Mossoró tem nos surpreendido a cada volta da gente. Cada vez que a gente vai à Mossoró o publico ta mais caloroso, mais receptivo e isso nos deixa satisfeitos demais! No nossa ultima volta, no sábado passado pelo Festival Dosol esse efeito se repetiu. O publico cantou do começo ao fim, enlouquecidos de felizes com o nosso som...isso é bom demais...significa que estamos conquistando os corações dos mossoroenses.

PNéC: Sobre o Festival Dosol... Vocês vinham de um show em Natal, onde tocaram para mais de mil pessoas no Galpão 29. Como é ver a quantidade de fãs aumentando cada vez mais, ultrapassando expectativas que chamam a atenção tamanha é a devoção deles para com a banda?

T&G: É muita felicidade e muita responsabilidade. A gente se sente motivado ainda mais no dia-a-dia da banda e também preocupados em sempre estar à altura do que as pessoas que nos ouvem esperam de nós. Não dá mais pra pensar que fazemos música pelo nosso prazer e interesse, mas sim, pela mensagem que transmitimos nas letras e chegam nas pessoas, pela nossa postura no palco e na vida e pela satisfação de quem vai aos shows e canta tudo e depois nos escreve agradecendo pelo que viu e ouviu.

PNéC: Foi também devido ao show em Natal que você, Luiz, e o T&G se tornaram um dos assuntos mais comentados nas redes sociais. A intervenção poética, seguida do beijaço, movimentou não só os fãs, mas também outras pessoas que bateram palmas para a sua atitude. Levando você a repetir o ato em Mossoró no último sábado. Como e porquê surgiu a ideia? Como é ver essa aceitação do público?

T&G: A ideia surgiu repentinamente, como uma brincadeira, no ensaio que antecedia o show do Festival Dosol em Natal. Eu (Luiz Gadelha) vi essa imagem na minha cabeça, duas pessoas do mesmo sexo se beijando no palco e não esqueci, levei-a pra casa e propus a banda realizar de verdade essa cena durante o show e todos apoiaram. A partir daí foi correr atrás de um voluntário pra essa cena que não tava amadurecida ainda, havia somente o beijo. Não foi fácil encontrar esse voluntário, tendo em vista a exposição que o mesmo teria e tudo que se leva ao palco se torna grande demais. Ao mesmo tempo não quis me debruçar demais na cena pra não torna-la um perigo, uma ameaça e me deixar travado. E no dia do show me veio a ideia de pesquisar um poema que representasse mais o ato do beijo no palco. Me veio logo Elisa Lucinda que além de poeta é atriz e cantora, pois sempre vi as performances dela com seus poemas e ficava chapado! Achei o poema “Safena” que recitei antes da entrada de Leonam Cunha, voluntario corajoso que fez a cena comigo. Eu e Leonam nos conhecemos um dia antes pela internet, uma amiga falou que ele toparia e só nos vimos pessoalmente no dia do show, discutimos um pouco a cena e deixamos pra na hora ver como seria. A repercussão foi incrível, muito mais do que eu esperava. Muitos aplausos, gritaria de felicidade, de surpresa. Não houve, que eu tenha tomado conhecimento, nenhuma reação negativa. As pessoa se sentiram representadas com beijo no palco. Pela liberdade, pela coragem, pela mensagem que um beijo – antecedido de um poema que falava sobre o amor – passou pra todos que nos viam. Foi demais! Tanto que a cena se repetiu em Mossoró e causou o mesmo impacto.

Não é a primeira vez, como músicos, que realizamos performances em nossos shows. No inicio de nossas carreiras, eu e Simona, juntos ou separados, inventávamos de tudo pra chamar atenção das pessoas pra nossa música, pra nossa cara, pra nossa vontade de dizer que não íamos desistir e estávamos querendo fazer algo diferente: musica autoral. Em 2005 cantei uma música completamente pelado num show (solo) que fiz na Casa da Ribeira. O show se chamava “Nu com minha música” que já explica o porque da performance. A ideia de cantar nu foi do diretor do show Fernando Yamamotto dos Clowns de Shakespeare.

(Vídeo da Intervenção + Beijaço no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=QyuiXx2WtYw )

PNéC: O T&G está em processo de produção do seu terceiro disco. Vocês já lançaram no canal da banda no YouTube, duas músicas (Meu Croissant e Iô Iô) que já caíram na graça dos fãs. Como está sendo todo o processo?

T&G: Nosso processo para o terceiro disco está sendo novo pelo fato de termos dois integrantes novos na banda e por Cris Botarelli (ex guitarrista da banda) estar nos dirigindo musicalmente, com ideias pra os arranjos; mas estamos repetindo o processo do disco “Maiô”. Montamos as músicas em casa com violões pra definimos alguns riffs e as estrutura em si da música: introdução, meio, repetições e possíveis vocais e depois vamos pra o estúdio de ensaio encaixar esse esboço com a bateria, o baixo e as guitarras; em seguida vamos gravar. Ainda estamos na fase dos violões em casa, montamos 5 músicas assim, demos uma parada por causa das viagens do Festival Dosol, mas estamos ansiosos pra voltarmos aos arranjos.

PNéC: Os fãs verão um disco mais parecido com o “Matando o Amor”, com o “Maiô” ou diferente de ambos?

T&G: Diferente de ambos! É nossa intenção deixar “Mira” nosso terceiro disco, diferente dos anteriores. Adoramos o “Matando o amor” e o “Maiô”, mas em “Mira” a gente quer continuar experimentando. O processo de composição, que eu e Simona estávamos acostumados a fazer, já foi desafiador. Ouvimos novas referências, tentando escrever com menos subjetividade, mas mantendo a poesia que a gente preza muito, em melodias mais fluidas e em outros ritmos que o Talma&Gadelha ainda não experimentou usar, como funk (não o carioca), o hip hop, o disco, sem deixar o pop, o rock e o blues de lado. As músicas já estão sofrendo mais alterações quando ganham arranjos. Já estão nos surpreendendo. Esperamos que o resultado final agrade todo mundo.

PNéC: Por falar em “Maiô”... Nele vocês contaram com muitas participações nas composições, incluindo Jajá Cardodo (da Vivendo do Ócio), Julio Andrade (do The Baggios), Khrystal, Andreia Dias... Veremos participações no novo disco?

T&G: As participações especiais no “Maiô” foram essencialmente nas composições. É um disco de parcerias novas com pessoas, amigos, que admiramos e queríamos trabalhar e registrar pra sempre no disco e adoramos o resultado. Em “Mira” voltamos pras composições exclusivamente minhas com Simona Talma, com exceções de duas canções que temos parceria com Adriano Sudário, nosso guitarrista.

PNéC: Há alguma surpresa que vocês podem adiantar? Já há uma data prevista para o lançamento?

T&G: Como disse anteriormente, as surpresas vão acontecer naturalmente, acredito, pois é um disco novo e queremos que o resultado nos provoque, que seja novo também, portanto, aos poucos as coisas vão se definindo melhor nesse departamento. A data de lançamento, ainda não temos. Estamos muito felizes de sermos convidados mais uma vez pelo selo do Dosol Records para o Incubadora, dessa vez em parceria com o Rumos Itau Cultural e são eles que nos fornece toda estrutura para o “Mira” ganhar vida, inclusive definindo data de lançamento.

PNéC: Para encerrar, vocês já tem datas marcadas para tocar em Caicó, Currais Novos e Santa Cruz pelo Festival Dosol, além de já terem sido confirmados na Virada Cultural que acontecerá em Natal nos dias 20 e 21 de dezembro. Qual a expectativa e qual recado vocês mandam para os fãs?

T&G: Estamos nos últimos shows do nosso CD “Maiô”, estamos encerrando uma etapa que começou há mais de um ano e meio e queremos acima de tudo agradecer a todo mundo que continuou nos acompanhando, pela internet, indo aos shows, cobrando música nova... A gente faz música pra vocês também e cada vez mais queremos ganhar espaço no coração das pessoas. Acreditamos num mundo melhor, com menos interferências ruins, com mais amor e falamos de amor, do nosso jeito, da nossa maneira, da forma que sentimos e queremos que fique uma semente no coração de quem nos ouve. É uma missão. Missão deliciosa. Cantar, tocar e levar música pras pessoas. Pedimos desculpas às cidades que pedem nossos shows e ainda não conseguimos ir. Somos totalmente independentes e dependemos de convites, de que haja uma forma viável da gente tocar e pagar minimante os custos da viagem, do show, mas não desistam de nós, estamos querendo chegar ao máximo de cidades possíveis no Brasil e quem sabe, no mundo!

Então... Que venha "Mira"!